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Cumplicidades

Fotografias de Fernando Peneiras e Poemas de Augusta Maria

27
Jun21

Gente do meu país...

fpeneiras

Velho_02a.jpg

Pois é! Tudo já recordação:

Cabelo em desalinho...
Foram tantos os ventos!
Olhos baixos,
já em sua alma o sol se pôs...
Pele encrustada de vida e tormentos,
Rosto reclinado em oração.
A boca pregueada... tem a o sabor dos beijos das palavras, ditas com severidade... amor também...
Não sei! Será esta mulher avó e mãe?
Pende-lhe na nua orelha, um adorno de princesa, talvez dos tempos de menina... tempo em que se sonha ser rainha...

- Augusta Maria

23
Jun21

Gente do meu país...

fpeneiras

FeiraMAntiga_2019_01Xa.jpg

ILUSÃO:

Viver é esse sonho
Ilusão no fundo desse querer.
É olhar o espelho.
Ver sob a luz a lonjura do caminho.
Partir rumo ao lado contrário do espelho.
Estremecendo ao eco do cristal que se estilhaça.
Viver é a busca da estrada.
Viver é levantar poeira a cada passo.
Viver é ter o olhar buzio.
É não saber ao certo qual a estrada.
Viver é no dia x, dar-nos á doçura de um olhar.
Jogando o jogo do destino.
Apostando tudo sem ter a certeza de ganhar.
Viver é pé ante pé, construir o próprio segredo.
Viver é esse segredo constante.
O amanhã nascido incolor ou brilhante.
Somos seres de alma nua que se veste de esperança,
Sonha-se ser amado.
Já que há brasas no peito.
Onde ateado o amor arde.
A vida se faz de passos num tabuleiro de xadrez
Se encontram reis e peões, cavalos ganhadores.
Tudo e tanto se aposta e ganha.
Perde-se de quando em vez.
O tempo passa.
O amor é essa pétala frágil de flor.
Resta a convicção, que amar é um segredo
Para vencer, desbravar.
Ser um pouco louco, por amar.
É essa a loucura, o segredo, rasgar o medo.
Lutar, acreditar, vencer, AMAR!

- Augusta Maria - 2/12/ 2017

23
Jun21

Papoila vermelha...

fpeneiras

Silvestre_025Xa.jpgFLOR VERMELHA:

De seda encarnada perfume agreste.
Os folhos da saia vaporosa.
Disseste, campestre.
A flor não gostou.
Ficou chorosa.
E o vento, amante de todas as flores.
Se abeirou num sopro manso.
Beijou a papoila com arte de galã.
ELA reclinada, sentiu-se sedutora.
A campestre e só rubra flor de seda ataviada.
O vento volteou, enlaçando-a pelo caule.
Chamou-lhe de rosa perfumada.
A papoila confusa ficou titubeante,
Foi nem mais, que uma papoila campestre,
Num momento periclitante,
Sentiu-se
Altiva flor, a coroada rainha desmaiada.

- Augusta Maria

22
Jun21

Só o olhar sabe.

fpeneiras

Porto_01a.jpgSÓ O OLHAR SABE.

Vai o olhar nu se vestindo.
De verde, cor de telha e vidro.
A cidade antiga é coroa, sob o rio.
Rendilhadas clara boias,
As quais o vento abraça,
Num carpir de sons como quem chora.
Clara boias, vidros espelhados.
Onde aportam aves.
São na noite as estrelas colares,
Adornam pináculos.
Serão erguidas na cidade, clara boias.
Ou catedrais?
Há um feitiço de luz na cor do sol poente,
As vinhas são outono,
Parras em explosão de cor e mel.
Já a lua cansada de brilhar,
Despe o véu.
Deita-se no rio Douro...
É tal o brilho sobre as águas.
Que dizem os olhos atentos deslumbrados,
Um segredo.
Noite Rio e Lua,
Se amam com loucura
Sem temer.
O olhar de um ou outro coração.
Que caricias de água,
E beijos lavados
Sabe na noite acesa entender.
É esta cidade uma joia de recatada beleza e antiguidade.

- Augusta Mar

22
Jun21

Ti António...

fpeneiras

Antonio_07X.jpg

SAUDOSO SEMBLANTE:

Homem que desenhas nos lábios inquietude.
Ah! Esses teus olhos enevoados de ternura.
Foste juventude
Altivo catavento,
Foi o teu olhar o desvendar do tempo.
Sonhaste essa aventura que traçaste
No rosto, sulcos trilhas.
Uma encruzilhada de desgostos.
A barba branqueada...
Lá se esconde a história do homem que foste antes.
Leio que se perdeu tanta ternura.
És, contudo, a sabedoria
Dos humildes. Ponte!
Entre o passado e o futuro.

(Aqui fica a minha homenagem ao sr. António do Pocinho).

- Augusta Maria

22
Jun21

Gente do meu país...

fpeneiras

Pessoa_06a.jpgSEMBLANTE:

Entoa a manhã nascida
No rosto, se pinta o sorriso genuíno.
Carrega-o nos olhos desde menino.
" É transmontano e bonda"
Nada mais. Senta e bebe.
O néctar que que do ventre da pipa
Amadeirada esguicha.
É o generoso sangue.
Dos que em labuta esperançados granjeiam
O sonho errante.
Vem, amigo bebe!!!

- Augusta Maria

21
Jun21

"O Meu Majestoso Douro"

fpeneiras

Douro_023a.jpgARTE:

Arabescos de antiguidade
Subtil abraço,
Neblinas, nuvens, regaço de sol!
Colo de vento. Mas...
Pelo recato, corre.
Cantante lento, O rio DOURO.
Que entoa, sendo testemunha.
Deste deslumbre terno,
Sem hora nem momento.

- Augusta Maria

21
Jun21

TRIGO DOS QUATRO CANTOS - FAVAIOS - A Tia Manuela Barriguda.

fpeneiras

Padeira_01Xa.jpg

OS SORRISOS AO BORRALHO:

Elas as mulheres
Que sabem das brasas o poder
As padeiras...
Braços roliços,
Maceira a transbordar
A massa de trigo a levedar.
Socado com saber, rigor,
Alegre força braçal
Empenho dedicação.
Um quê de carinho.
Uma pitada de amor.
Elas as sábias mulheres.
Pequenas. mansas fagueiras.
Padeiras dedicadas
A quem devemos com mérito agradecer.
O manjar do trigo amassado.
Fartura deliciosa,
O pão de mel,
Na mesa presente.
De sua alteza e do operário.
Perfumado delicado em sabor o pão diário.

- Augusta Maria

20
Jun21

"O Meu Majestoso Douro"

fpeneiras

a_Douro_022a.jpgEXTASE:

Subindo,
Tal como a ave busca ninho.
Buscam nossos olhos vestidos de vertigem.
E tal a beleza.
Vestida de brisa,
Acalanto de alma.
Silencio,
Sede dessa calma.
Bebe-se num trago de lonjura,
Se bebe no rio, frescura, cantar...
Ecos de candura.
A miragem o sonho.
Espelhado nas margens ri o casario.
Um manto,
Um véu de água, corre prateado.
Ah! Douro meu rio!
Que irrompes num vale,
De vinhas fraguedos.
Nasce em cada olhar,
Lágrima a marejar.
Tal é o encanto de te ver passar.

- Augusta Maria

20
Jun21

"O Meu Majestoso Douro"

fpeneiras

Douro_033Xa.jpg

DOURO:

Ah!...
Tempo vestido de névoa.
Em simetrias de profundeza tal.
Estupefactos nós!
Os que te amamos Douro.
Em coisas simples vestidas de tanta antiguidade.
Damos ao mundo a visão.
De seres sempre sumptuosa CATEDRAL.

- Augusta Mar.

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