Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cumplicidades

Fotografias de Fernando Peneiras e Poemas de Augusta Maria

07
Jun21

Gente do meu país...

fpeneiras

Aquilino_035a.jpg

TALVEZ!!!

Talvez de mim perdida
Em ti traço de sombra espelho encontro.
Irresistível é meu querer
Força, vontade,
De escutar de ti a voz.
Impenetrável esse olhar
o sol o fere, ou será talvez outra a razão?
Olha-me!
Sou aquela, que semeia, permite que estale o sal,
Deixa que role mansa a lágrima.
Contigo choro, sei não vês.
Adivinha, pois, em cada riso
Uma flor caída, pelo vento açoitada.
Mas jamais a esperança gasta
Ai!... se não fosse
O querer, a vontade,
O reerguer!
Quem teria a coragem
De atravessar a vida,
E fazer o amor florescer?
Há tanto desencontro.
Força!
A vida é para se viver!
Aprendi,
Na vida só meia primavera é florida.
Tem encanto o outono,
Na espera sábia, paciente.
Arrecadarei então toda a semente.

Augusta Maria 21.4.2019

07
Jun21

Gente do meu país...

fpeneiras

Homem_03Wa.jpgO SORRISO:
Riem os olhos,
O cigarro aceso é companhia
Rosto alegre. Presumo.
Talvez tenha ainda segredos a vida nesta idade.
Grata passageiro do tempo
Por ao olhar-te,
Meus lábios temerosos.
Meu pensamento, escuto,
Entoa um meditar.
Talvez como quem reza,
Me encha a grandeza de uma suave
Poesia soletrar.
A.M.

07
Jun21

O velho casario...

fpeneiras

Quinta_01a.jpgANÓNIMA POESIA:

Ah! Natureza que me embalas.
Vendei os olhos de sol rendado.
Segui a voz do vento.
Levitei sobre o vale verdejante.
Dei aos olhos vendados raras belezas.
As que as aves tinham vislumbrado antes de mim.
Vi realidades.
Altivas pedras milenares,
Decoradas a rigor sem simetria.
Eram musgos bordados de flor.
Eram berços onde dormitava a poesia.
Alonguei o olhar,
Tive a visão.
Ao longe um largo.
Emoldurado de gente pensativa.
Eram todos poetas cansados.
Dera-lhes cabelos prateados a poesia.
Rostos onde eu li poemas de fadiga.
Soletrei poemas de dor que lhes morava.
No peito onde dormiam violetas.
Vi olhares de céu azul,
Outros de água corredia.
Vi regaços de mulheres nuas de amor.
Tinham elas nas mãos a roca dos linhos por fiar.
Tinham na boca sede de beijar.
Os filhinhos que um dia viram gatinhar.
Se tudo isto vi, entre a venda rendada que o sol me dera.
Tenho medo, tanto, de poeta ser,
Neste mundo que rasga todas as vendas da quimera.
Retoco paciente a minha venda
Brilha a esperança de outras esperadas manhãs de primavera.
- Augusta Mar.

07
Jun21

"O Meu Majestoso Douro"

fpeneiras

a_Vinha_05a.jpg

RECORDANDO:

Há ainda o eco das palavras

E FOI EM MAIO MEU AMOR

Sei que as palavras brincam rindo entre giestas e papoilas.

Rasga o tempo apressado manhãs claras, já Junho traz novos encantos.

Há matiz de cor verde na envolvência

As vinhas clamam sol

Riem em flor minúscula, limpam os cachos de uvas, decorando de promessa os tenros pâmpanos.

De lés a lés um grito entoa

Para nós foi em Junho meu amor.

Somemos os dias, tantos, tantos.

Perdemo-nos nas contas, ainda bem

Talvez subtrair alguns momentos

Dê ênfase aos que a vida ofereceu de maior bem.

A fragrância da manhã decora as palavras

“FOI EM JUNHO PARA NÓS O PASSO DADO”

Quanto crentes, esperançosos nós partimos

Inconscientes que éramos náufragos desse mar de amor

No qual nos debatemos, remamos em marés de dor

Somos sobreviventes, pois nunca desacreditamos no amor.

Momentos difíceis da nossa vida

Acontecem

Sempre em…

JUNHO MEU AMOR.

Augusta Maria: 8.1.2021

Bio do Fotógrafo

Bio da Poetisa

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Calendário

Junho 2021

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930

Blogs Portugal

Blogs Portugal

subscrever feeds

Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Direito das Crianças

Diga não à Violência Doméstica

Direitos Humanos

Salve Vidas

Respeito às Diferenças

Alto Douro Vinhateiro

Direito dos Animais

Em destaque no SAPO Blogs
pub