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Cumplicidades

Fotografias de Fernando Peneiras e Poemas de Augusta Maria

09
Jun21

Gente do meu país... gente do Douro...

fpeneiras

Vindima_07a.jpg

UM VALENTE HOMEM DO DOURO:

Árduo trabalho!
Ai! destes homens que se deram ao Douro por amor.
Gastaram a juventude correndo atrás do pão de cada dia.
Longos os dias
Demasiado longo o cansaço.
Ai! dos braços fatigados...
Talvez erguidos a implorar!
Força, fé, alento.
É depois pela tarde ainda quente que se esfuma.
Que de pernas firmes,
Músculos cansados.
Comem a bucha sem tempo,
Pensam nos seus pequenos, imaginam risos travessos
Ou choros pequeninos,
Está lá a mãe para os afagar.
No peito o coração, pode gritar.
Depois.
Dão entrada no lagar
Para que dos cachos colhidos com labor.
Espiche dos bagos,
Esse néctar dos deuses.
E Baco em segredo
Ronda o perfume do mosto a fermentar.
Eles os homens, entrelaçam os braços
Afugentam o cansaço a cantar.
É Dura a vida destes valentes
De sol a sol a mourejar.

- Augusta Maria - 24.1.2019.

09
Jun21

Gente do meu país...

fpeneiras

Homem_07Xa.jpgSEMBLANTE:

Entoa a manhã nascida
No rosto, se pinta o sorriso genuíno.
Carrega-o nos olhos desde menino.
" É transmontano e bonda"
Nada mais. Senta e bebe.
O néctar que que do ventre da pipa
Amadeirada esguicha.
É o generoso sangue.
Dos que em labuta esperançados granjeiam
O sonho errante.
Vem, amigo bebe!!!
- A.M.

09
Jun21

"O Meu Majestoso Douro"

fpeneiras

Douro_06a.jpgD'OURO POEMA:

Há por estas encostas perdidas bocados de sonho...
Que fitam o rio num riso de águas lavadas...
O vento, esse reza solene uma prece,
Enquanto beija as pedras deste chão!!!

Ah!
É já Abril o vento corre agreste.
No chão um tapete de pingas chovidas, ainda frescas.
Nas hastes das árvores a folhinhas tenras desabrocham
Assim como tapetes verdes a ondular.

As andorinhas já chegaram.
São como leves plumas revoltas a brincar.
Há gritinhos festivos pelo ar.

Um véu suave feito de chuva e rendas vem além
Como é irreal por momentos a cor que o céu tem
O rio corre devagar
Vestido de verde
Esse verde, cor de algas e dos limos, aguados, finos.

Minha mente ri num recolhimento
Inalo o paladar taciturno da tarde molhada.
Enquanto viajo nas imagens suspensas
Nas pedras sem idade destes socalcos que são margens
De um rio que é poema.
Esse poema belo cheio de memória
Sem idade.

- Augusta Maria Gonçalves - 5.4.2019.

09
Jun21

Os oceanos...

fpeneiras

Algarve_06a.jpg

Dia dos oceanos:

Azul lenço de cambraia a ondular
Lua de prata se mirando
Há na crista das ondas diamantes
entrelaçados em pérolas e coral.
Sonhos nascem,
Alindam a praia bordam em pontos inventados o areal
E...
São ondas revoltas num bailar,
convite a espraiar o pensamento...
Eis que num sonho estrelas se desprendem
Caindo sob as ondas como flores
Olhos azuis sorrindo estão
Misterioso, belo é o momento.
Pequeno é o mar ao meu alcance
Largo, sem fim é o sonho desses mares.
Maravilhosos oceanos sem ter fim.
Tanto sonho,
Tão longínquo e tão abraçado a mim.

- Augusta Maria Gonçalves. - 8.6.2021.

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