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Cumplicidades

Fotografias de Fernando Peneiras e Poemas de Augusta Maria

13
Jun21

"O Meu Majestoso Douro"

fpeneiras

Barco_02Xa.jpg

Estou a pensar no dia que se esfuma:
 
Este Junho de dias nascidos com promessa de sol.
Num repente um tropel de nuvens já se ergueu
Aproximam-se cavalos de crinas soltas rasando chão e céu
Nuvens!
Escuras densas apressadas,
Rasando os montes.
Santo Deus já a trovoada entoa ao longe
Já a passarada voa aflita
Já as andorinhas assustadas,
perderam a marcação de roda,
sua brincadeira tão bonita.
A chuva cai em fartas pingas
O vento revolteia ralha e dança
Há um espanto na tona da água mansa
Com o fustigar das margens aflitas.
Os trovões passaram mesmo aqui
Já é ao longe que o céu se rasga
Suspenso meu olhar sob a varanda
medito no dia que tem o sopro quente de uma brasa.
Inalo esse perfume de terra molhada sem pousio
Perfume forte de vida a fervilhar
Natureza plena arde em cio.
Chove!
A noite, essa dama que vem de longe a caminhar
Perdeu a veste prateada, em dias assim não há luar
Riem os raios entre a chuva
A terra treme mas de espanto
Ao ver a noite iluminada pelas finíssimas cores estonteantes
Das faíscas que incendeiam a noite descontente
sem teara de estrelas... nem relâmpagos acesos são um manto.
Sobressaem relevos verdes adornados de chuva descuidada
Fresca e clara.
Oh! minha ponte de arcos,
Sei! É aí que dormitará a noite reclinada.
 
- Augusta Maria - 13 de Junho de 2021.
13
Jun21

Gente do meu país...

fpeneiras

VilarinhoSeco_02073a.jpg

APRENDER! BRINCAR:

Tarde já,
Tinha a vida passado, o tempo de brincar adormecido
Era mais um fim da tarde, entre brumas, flores e caminhos.
Debruçada na varanda rendada do tempo,
Era o jardim florido, crianças cirandando, era o labirinto desvendado.
Eram cantares melodiosos, risadas entoando, leves borboletas azuis abraçando flores
Eram fadas, eram libelinhas de asas transparentes de mil cores
Era o brincar inocente de crianças ensaiando mil amores
Desses que a vida oferece, rouba, faz sofrer.
Amores gravados na alma, que não esquecemos nunca mais.
Esse tempo de brincar, de aprender, esse tempo despreocupado, tempo esse, em que se não se dá conta de crescer.
Depois…
Na varanda do tempo, já frutos maduros ao sol do tempo.
Somos só, ombro, amparo, mãos cansadas.
Nos lábios o som do mar e beijos de algas e coral.
Nesse vaivém, de desfazer para recomeçar.
No regaço o repouso de dias aflitos, em que morreram sonhos tão bonitos.
Eram nossos olhos a luz brilhante dessas brincadeiras ensaiadas antes!
Muito antes…
Ontem quando brincando fizemos esse inocente aprendizado
Que no palco do tempo fez de nós dignos actores e não medíocres comediantes.

- Augusta Maria Gonçalves - 25.5.2021.

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