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Cumplicidades

Fotografias de Fernando Peneiras e Poemas de Augusta Maria

19
Jun21

Gente do meu país...

fpeneiras

Senhora_031a.jpg

DÁDIVA:

Por certo esta mulher deu e dá.
Dá anéis desfeitos de vento em seu cabelo.
Dá o atar do lenço descuidado.
Dá o brilho de seu olhar cansado.
Dá a quem passa a lição das rugas tão vincadas.
Dá-nos uma lição de ser mulher,
De sorriso iluminado.
Nunca talvez,
Além de mãe,
Tivera outro fado.
Nunca se sentisse.
Mulher. Mulher!!!

- Augusta Mar

19
Jun21

Gente do meu país...

fpeneiras

VilarinhoSeco_02057a.jpg

TRANSPARÊNCIAS:

Andarilha alma que não pára
Nesse silencio transparente
o dilema grita e se agiganta
E…
Minha mente
na transparência da alma trava duelos
com fantasmas.
São os receios, as saudades,
O beijo quebrado no espelho dos dias.
A luta constante em respirar
Preciso, quero!
O ar puro de viver.
Oh!...
Caminhos penteados por vento
Pedras lavadas pelo sol.
Prados, flores bailando em desalinho
Natureza refúgio de poéticas almas.
Alma minha que alimento
Das minúsculas grandezas que brotam
Das fendas pedregosas do caminho
Murmura em todo o meu ser
Esse amor que carrego tão menino.

- Augusta Maria Gonçalves - 26.3.2021

19
Jun21

Gente do meu país...

fpeneiras

Velho_09Xa.jpg

TRANSPARÊNCIAS:

Andarilha alma que não pára
Nesse silencio transparente
o dilema grita e se agiganta
E…
Minha mente
na transparência da alma trava duelos
com fantasmas.
São os receios, as saudades,
O beijo quebrado no espelho dos dias.
A luta constante em respirar
Preciso, quero!
O ar puro de viver.
Oh!...
Caminhos penteados por vento
Pedras lavadas pelo sol.
Prados, flores bailando em desalinho
Natureza refúgio de poéticas almas.
Alma minha que alimento
Das minúsculas grandezas que brotam
Das fendas pedregosas do caminho
Murmura em todo o meu ser
Esse amor que carrego tão menino.

- Augusta Maria Gonçalves - 26.3.2021

19
Jun21

Gente do meu país...

fpeneiras

SSebastiao_01a.jpgFESTA DA VIDA:

O tempo se cumpre com desvelo, somos farrapos de destino, contos verdade, amor, que mais?
A soma dos anos que vemos fugir, imagens reais, procurar nas feições, traços filiais, na concha das mãos ternura a vastar.
Fito em silencio o teu, mais o teu, e o outro olhar.
Leio-vos o brilho dos olhos, da boca o requebro, o anseio disfarçado, um certo receio.
Porque amo adivinho, mas guardo segredo.
Nunca menti, nunca deixei de amar.
Apenas e tão só, a vida se cumpriu, deixei-vos crescer.
Terna é a visão, desfocada, sei.
Festeja-se hoje no aconchego destas paredes um aniversário, olho o tempo, afigura-se-me esse tempo de promessas, quando eu árvore madura, flori, com amor em meu ventre a vida senti pulsar, passou o tempo certo, à luz vos dei.
Hoje ergui a cabeça, para conseguir fitar esse mar que trouxeste ao nascer no teu olhar.
Preciso de me pôr em bico de pés para com ternamente te beijar.
Como cresceste santo Deus…
Como eu demoradamente aprendi muito melhor AMAR!

- Augusta Maria - 2 Abril de 2021.

19
Jun21

Gente do meu país...

fpeneiras

Senhora_033Wa.jpg

O segredo das pedras:

Ai! Como sois sábias mulheres de negro
Levam-vos os olhos muito além
Carregais do passado milhentas histórias e segredos.
Desses que só partilhaste com o vosso íntimo e mais ninguém.
Tendes nas mãos o saber de amanhar a terra afagar a semente nos olhos o contentamento de ver crescer.
Ai!
As vossas sementes já cresceram
Tiveste o regaço de canseira e amor.
No presente, resta a saudade
Essa que é árvore em plena primavera
Cujas flores o sol generoso
Aquece, embala com amor.
Tem as pedras velhas vossas marcas
Desse estar horas a fio a meditar
Nos feitos do passado
Esperando a surpresas de algo que poderá ainda chegar.

- Augusta Maria - 19-6-2021.

19
Jun21

Gente do meu país...

fpeneiras

Mulher_03Xa.jpg

Vivências:

No lar humilde o aconchego
A certeza do pão do dia a dia
O lume ateado aquece a alma
A anciã calma, benevolente
Apara da colheita do chão batatas sãs.
Para o caldo, que logo se fará no pote negro
Com nabiças, feijão.
Regado com ouro líquido
Luz dos olivais, um naco de unto
Nabo e hortelã.
No ar esse perfume suave dos produtos da terra e vida sã.

- Augusta Maria - 19.6.2021.

19
Jun21

"O Meu Majestoso Douro"

fpeneiras

aaa_Vale_Figueira_01a.jpg

NEM SORRISO NEM BÂTON:

Colocamos vendas no olhar
Já cansa esta paisagem embaciada da janela.
Tem de ser!
Colocar máscara para não contaminar
Senhor!
Falta o ar,
Seca o bâton,
Não brilha o riso do olhar
Tanto a ganhar,
Tanto a perder!
Sinto-me roubada
Por não ver
Aquela espontânea expressão
Que colhia como flor colorida em teu olhar.
Tanto a ganhar!
Sim proteção, de não ser contaminado
E não contaminar.
Cansa esta nossa pretensão
De fazer a nossa parte
Conscientes, lá temos de viver
Resta-nos,
Ler! pensar!
Escrever!!!
Sonhar...
Que fazer com esta imensa aridez no coração?

- Augusta Maria - 29.3.2021

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