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Cumplicidades

Fotografias de Fernando Peneiras e Poemas de Augusta Maria

20
Jun21

"O Meu Majestoso Douro"

fpeneiras

a_Douro_022a.jpgEXTASE:

Subindo,
Tal como a ave busca ninho.
Buscam nossos olhos vestidos de vertigem.
E tal a beleza.
Vestida de brisa,
Acalanto de alma.
Silencio,
Sede dessa calma.
Bebe-se num trago de lonjura,
Se bebe no rio, frescura, cantar...
Ecos de candura.
A miragem o sonho.
Espelhado nas margens ri o casario.
Um manto,
Um véu de água, corre prateado.
Ah! Douro meu rio!
Que irrompes num vale,
De vinhas fraguedos.
Nasce em cada olhar,
Lágrima a marejar.
Tal é o encanto de te ver passar.

- Augusta Maria

20
Jun21

"O Meu Majestoso Douro"

fpeneiras

Douro_033Xa.jpg

DOURO:

Ah!...
Tempo vestido de névoa.
Em simetrias de profundeza tal.
Estupefactos nós!
Os que te amamos Douro.
Em coisas simples vestidas de tanta antiguidade.
Damos ao mundo a visão.
De seres sempre sumptuosa CATEDRAL.

- Augusta Mar.

20
Jun21

"O Meu Majestoso Douro"

fpeneiras

Douro_03a.jpg

DOURO ESCONDIDO:

Ah! Douro meu porque te escondes?
Se és soberano no vestir.
Fias gotas de chuva como linho.
Perturbas nosso olhar, quando amanhece.
A beleza se faz puro silencio.
Passa o rio correndo, vai com pressa.
Eu oro vagarosa no breviário do tempo.
Inclinada ou levada pelo vento, doce prece.

- Augusta Mar 

20
Jun21

Barco Rabelo...

fpeneiras

Rabelo_01_P&Ba.jpgDAS PEDRAS O GRITO, DO VENTO A VOZ:

Falando deste reino maravilhoso.
O sol reclina-se, o rio Douro canta, a noite desperta.
Já se soltaram os ventos.
Miragens se pintam neste leito.
Barcos Rebelos velas enfunadas...
Homens valentes enfrentam rabinas altivas empedradas.
Esvoaçam as sombras rutilas da tarde.
São bandos de aves de amplas asas.
Sombras que abraçam, as ingremes encostas.
Onde se amortalham as árvores curvadas.
Miram de longe meus olhos sombras nas pedras lapidadas.
Espelham-se diamantes nesse rio, que fatigado brilha e passa.
Emergem nas margens graníticas imagens.
Etéreas irreais por mim sonhadas.
Ao cair das estrelas cadentes descuidadas.
Já a noite adormece tudo é espanto!
Contemplo rezo, agonizo.
Nas margens do meu sonho num quebranto.
Vejo o luar amante amar o rio Douro,
Emoldurado de luz em cada curva ou canto.
Já meu coração é maior que o peito.
Já me sinto eu paisagem deste Douro.
Grandeza, espanto.
Imagem esquecida, talvez nicho de encanto.
Num altar de granítica beleza, bafejado.
Pela mão da criação.
A mão desse Deus oculto.
Mas que se manifesta na grandeza.
Da sábia mãe a Natureza.

- Augusta Mar - 29/8/2017

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